Vai, pode ir, mas deixe saudades, não deixe uma má impressão. Por onde passar use o bom senso, fale baixo, evite palavrões. Seja onde for, seja apenas você. O que já não é fácil, nesse mundo competitivo, onde saldos bancários representam mais que pessoas e pessoas representam o que não são.
Não se deixe levar pelo primeiro impulso, use sempre a gentileza com quem quer que seja, imagine sempre "e se fosse com você"? e se fosse com uma pessoa muito querida? Nossa atitude muda quando queremos bem a uma pessoa, e é essa atitude que devemos ter para com todos.
Parece que não muda nada, não é? Parece que as pessoas nem notam a sua gentileza, mas há no mundo um circuito de energias, uma lei natural que ninguém, nem anjo, nem santo, nem o mais poderosos dos mortais pode mudar, é a lei da reciprocidade: "atraímos o que emanamos", é ação e reação sem tirar e nem por. Colhemos exatamente o que plantamos. Por isso não acredite em "injustiça eterna", nem na justiça humana que falhou. A justiça da vida não falha, passe o tempo que passar.
Então, use o dia de hoje para plantar sementes amorosas, melhore seu sorriso, pense menos nos problemas, acredite mais no seu potencial, busque soluções, e se ainda assim, a dor for muito forte, se a decepção chegar e se instalar, recomece do zero mais uma vez. O sol voltou a brilhar e quando a noite chegar, a lua, ainda que meio apagada, voltará a brilhar. Tudo isso por você, estrela divina da constelação de Deus.
Infelizmente, a grande massa humana está em estado de anestesia, inconscientes de si mesmas e presas nas engrenagens alienantes do sistema capitalista de consumo utilitarista.
Essas são as razões de tanta apatia e solidão.
Não é fácil sair da “matrix”, pois o autoconhecimento não é um caminho livre, leve e fácil. Ele exige dedicação, esforço, consciência, consistência e diligência.
Para a maioria silenciosa das pessoas acaba sendo mais fácil ficarem na inconsciência apática de si mesmas, contentando-se ocasionalmente com alguns momentos de alegria ou de ilusão, que possibilitam a sensação de estarem vivas.
Por isso nossa cultura tem tanta necessidade de atividades produtoras de adrenalina, presentes nas situações de dependências, abusos e compulsões.
Situação facilmente observada no consumo patológico, nos transtornos alimentares, nas farmacodependências, drogadicções e alcoolismo, nas atividades perigosas e aventureiras, como saltar de bang-jump, nos jogos de azar e em todos os excessos que vão desde o trabalho até o sexo.
Essas são as razões de tanto uso de antidepressivos e outras medicações psiquiátricas para ajudar as pessoas a se concentrarem, dormirem, serem menos impulsivas e mais confiantes.
Então, para as pessoas que ainda não foram acometidas por algum tipo de sintoma: físico, emocional, psíquico, familiar, profissional, social ou espiritual, e não tem consciência do seu estado de dormência apática e de aprisionamento em uma das duas rodas, resta-nos apenas aguardar.
Pois o chamado, mais cedo ou mais tarde, acaba surgindo e, a meu ver, a maior missão de quem já conseguiu um pouco do autoconhecimento é o de promover e divulgar esse caminho para as demais pessoas.
A palavra sânscrita sadhumati é muito bonita. Mati significa inteligência e sadhu significa sábio, sensato, razoável: sábia inteligência.
Não apenas inteligência, mas inteligência sábia, sensata, razoável. Há pessoas que podem ser racionais, mas não são razoáveis - ser razoável é mais do que ser racional.
Às vezes, a pessoa razoável está pronta para aceitar o irracional também - porque é razoável. Ela pode entender que o irracional também existe.
A pessoa racional pode nunca entender que o irracional também existe. Ela só pode acreditar no silogismo lógico, limitado.
Mas existem coisas que não podem ser provadas logicamente, e ainda assim elas existem. Todo mundo sabe que elas existem, e ninguém nunca foi capaz de provar a sua existência.
(...)
Mas o amor existe.
E ninguém nunca é satisfeito pelo intelecto sozinho, a menos que o coração também esteja consciente.
Existem duas polaridades dentro de você: a cabeça e o coração.